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Pedro e Paulo: colunas da Igreja

Pedro e Paulo: colunas da Igreja

01.07.2011

Por: Dom Orani João Tempesta, O. Cist.
Arcebispo Metropolitano de São Sebastião do Rio de Janeiro – RJ

A celebração da Solenidade de Pedro e Paulo nos dá ocasião para aprofundar o nosso amor à Igreja e a nossa missão aos povos. Em ambos vemos a nossa missão de discípulos missionários.

Pedro e Paulo aparecem como anunciadores do Evangelho para os povos, fundadores de comunidades cristãs e testemunhas de Cristo até o martírio. A festa de hoje associa-os na fé em Cristo e na fundação da Igreja de Roma. Com especial atenção e alto valor teológico, o autor dos Atos dos Apóstolos enfatiza a sintonia entre Pedro na prisão e a comunidade cristã (At 12,1-11, primeira leitura): “Da Igreja subia fervorosamente a Deus uma oração por ele” (v. 5). A libertação milagrosa de Pedro da prisão o torna, então, livre para outros horizontes missionários.

São Paulo, na prisão, faz um balanço de sua vida (2Tm 4,6-8.17-18, segunda leitura), dá graças ao Senhor que esteve perto dele e deu-lhe força para que ele pudesse “levar a cumprimento o anúncio do Evangelho a todos e as gentes o aceitassem” (v. 17).

O serviço missionário de Pedro, dos apóstolos e de todos os cristãos funda, necessariamente, as raízes na experiência de uma chamada e correspondida no amor. “Eu sei em quem eu confiei”, afirma Paulo, sem hesitação (2 Tm 1,12). Pedro vai gradualmente crescendo na confiança e no abandono ao seu Mestre. Pedro vai além da opinião corrente, para acolher a novidade de Jesus: “Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo” (v. 16). Essa resposta ultrapassa a compreensão humana (da carne e do sangue), porque é o resultado de uma revelação do Pai (v. 17). Então, Jesus, em um clima de profunda abertura, revela a Pedro e aos outros discípulos o seu projeto para uma nova comunidade, sua Igreja, que vai durar para sempre (v. 18). Depois da paixão e morte de Cristo, a fé de Pedro, em Cristo, é total: “Senhor, Tu sabes tudo, tu sabes que eu te amo” (Jo 21, 17).

Apesar das dificuldades e resistências contra esses textos de Mateus e João, o plano de Jesus em relação à Igreja subsiste no tempo, de acordo com a tradicional interpretação das três metáforas: a pedra (v. 18), as chaves (v. 19) e o binômio ligar-desligar (v. 19), que são a confirmação pós-pascal a Pedro do seu serviço de apascentar, no amor, o povo da nova aliança (cf. Jo 21,15 s). Para Jesus, que é  “o Senhor e o Mestre” (Jo 13, 14), que “não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida” (Mateus 20, 28), a autoridade é dada a Pedro e à Igreja para um serviço ao povo de Deus, em uma diaconia do amor sem fim.

O Concílio nos dá a dimensão teológica e missionária desse projeto: “Em cada época e toda nação é agradável a Deus aquele que o teme e age com justiça (cf. At 10, 35). Mas Deus quer santificar e salvar os homens, não individualmente, e sem qualquer vinculação mútua, mas quer transformá-lo em um povo “(LG 9). De fato, “a Igreja peregrina é missionária por natureza” (AG 2). Porque “existe para evangelizar” (EN 14). Não é secundário o fato de que Jesus fale de seu projeto estando presente em um território pagão (região de Cesaréia de Filipe), em um contexto geográfico semelhante ao da mulher cananeia: esses fatos narrados por Mateus demonstram o caráter universal da missão de Cristo e da Igreja.

A liturgia deste dia nos convida a refletir sobre a fidelidade e testemunho dos dois pilares da Igreja. Pedro mostra-nos as chaves do reino, primeiro príncipe dos apóstolos. Ouvir a sua confissão, que agora pertence a nós como seguidores da mesma fé. Sentimo-nos como a fonte da nossa alegria pertencer a Cristo, a fonte da qual ele bebeu a mesma fé, o compromisso de também nos colocarmos como testemunhas. É também um dia de ação de graças a Deus, a Cristo Jesus pelos seus apóstolos, os fundadores da Igreja, nossa mãe. O que há para dizer na história da Igreja até os nossos dias, quando se vive um percurso onde as fragilidades humanas foram suplantadas pela força do Espírito. Quando em nossas escolas, universidades e livros a história é escrita excluindo a colaboração dos cristãos e até mesmo condenando a missão da Igreja, este momento de nossa liturgia é a hora de, mesmo reconhecendo as fragilidades históricas de nossas comunidades, olharmos com confiança para a missão desempenhada pelos seguidores de Cristo na construção da civilização do amor.

Temos a certeza de que ainda estamos apoiados sobre a rocha, que é o próprio Cristo, e sobre a Pedra, que é a fé do Apóstolo Pedro e de seus sucessores, e hoje do Romano Pontífice, o Papa Bento XVI. As portas do inferno, mesmo quando se manifestaram com violência contra nós, não prevaleceram. A promessa de Cristo é realizada em sua plenitude. A história de Pedro, no início fraco, arrogante e com medo, se torna depois corajoso e sem medo de dizer a verdade e a morrer como testemunho da sua fidelidade a Cristo. Isso se tornou substancialmente a história de nossa Igreja e de muitos cristãos.

Foi determinante nesse árduo caminho a contribuição de Paulo, convertido na estrada de Damasco, o Apóstolo dos gentios. Ele primeiro atravessou as fronteiras do mundo judaico para anunciar a mensagem da salvação aos gentios. A segunda leitura de hoje soa como um testemunho alegre que Paulo confidencia a seu amigo e colaborador Timóteo: “Quanto a mim, meu sangue está para ser derramado em libação e é chegado o momento de partir. Combati o bom combate, terminei minha carreira, guardei a fé. Agora eu só tenho a coroa da justiça que o Senhor, justo juiz, me dará naquele dia, e não só a mim, mas também para todos aqueles que esperam a sua vinda “.

Ver espalhado em libação o seu sangue é a suprema aspiração do Apóstolo, após a labuta dura de seu intenso apostolado. Ele anseia ao martírio por querer estar totalmente assimilado a Cristo e, assim, dar o supremo testemunho de fidelidade e amor. Esses dois traçam, de modo diverso, o caminho da Igreja e de todos nós: fracos como Pedro antes de Pentecostes, porém fortalecidos depois da vinda do Espírito Santo. Nós, perseguidores do Senhor como Saulo, mas depois tranfigurados pela graça. Quem sabe se estamos também  nós realmente prontos e dispostos a dar nossas vidas para Cristo?

Embora no Brasil a Solenidade de Pedro e Paulo tenha sido transferida para o Domingo, no entanto, no dia de 29 de junho celebramos também os sessenta anos de nosso Papa Bento XVI, sucessor de Pedro, o doce Cristo na terra. Rezemos por sua missão!


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Dionatan Alves
29.04.2012 - Domingo
A Santa Missa de domingo das 18h está sendo transmitida pela Rádio Continental 93,3 FM. Acompanhe nas terças-feiras e quintas-feiras das 18h às 19h uma palavra de paz com o Pe. Inácio B. Giacomelli Nos outros dias da semana no mesmo horário ouço o pregador Ivo Schirmer ministro da palavra da Santa Luzia. Convido você a sintoniza neste horário e escutar uma palavra de consolo e de paz. Abraços
João Azemiro de Souza
29.04.2012 - Domingo
Gosto muito da comunidade Nossa Senhora Aparecida. Sinto-me muito bem e muito bem acolhido cada vez que sou escalado para presidir celebração nesta comunidade. Costumo dizer que já que não posso ir à Aparecida do Norte venho aqui para visitar nossa Senhora. Fiquei muito feliz com a colocação da imagem em frente à igreja não temos nada para esconder pelo contrário, temos muito orgulho de termos uma mãe tão boa e fiel intercessora junto ao divino filho Jesus. Parabéns comunidade, Deus sempre derrame sobre vocês o seu Espírito Santo para que façais em tudo a sua Santíssima vontade. Contem sempre com este indigno servo do senhor, que por sua misericórdia, me fez cooperador de Cristo através do ministério extraordinário da palavra. Peço que permaneçam firmes na obediência e unidos na fé a igreja de Cristo, que apesar de humana e pecadora é santa e será vencedora na presença do Divino Pai Eterno.
João Azemiro de Souza
29.04.2012 - Domingo
Parabéns Santa Luzia, estou muito feliz por ter conhecido este site. Que Deus nos abençoe a todos. Que o nosso Deus derrame o seu Espírito Santo sobre nós e sobre o nosso querido pároco padre Inácio. Que a paróquia Santa Luzia pela intercessão de nossa padroeira, consiga cumprir bem sua missão junto ao povo de Deus levando todos os homens a Jesus testemunhando amor e misericórdia e unidos aos nossos pastores e santa igreja alcancemos de Deus as mais sublimes bênçãos.
João Azemiro de Souza
20.04.2012 - Sexta-Feira
Quando cheguei na Comunidade São Miguel Arcanjo, não aceitava e nem reconhecia São Miguel Arcanjo como padroeiro. Apesar de meus avôs e meus pais serem devotos, eu não tinha nenhuma devoção. Certo dia trabalhando na Multibrás, abastecendo chapas na monovia, enquanto erguia uma chapa de aço de aproximadamente dois metros tive a impressão de que alguém tinha segurado atrás, pois o peso da chapa reduziu pela metade. Joguei de volta a chapa no pállet e voltei-me para trás para ver quem era. Grande foi a minha surpresa ao constatar que não tinha ninguém por perto. Apesar de admirado continuei meu trabalho. Ao pegar outra chapa enquanto ia encaixando no cesto da monovia vi um homem vestido de túnica branca com o cíngulo em volta da cintura, cabelo comprido até os ombros. Esta visão ao invés me produzir medo foi ao contrário uma alegria imensa tomou conta de mim. Comecei então a louvar o Senhor e a pedir que se fosse coisa da minha mente que o Senhor tirasse de mim. Continuando o meu trabalho verifiquei que minhas luvas estavam a ponto de me cotarem as mãos. Dirigi-me então ao armário para pegar outro par quando novamente vi o mesmo homem agora de pé, com as mesmas características e uma voz interior me disse novamente o que havia dito anteriormente: São Miguel Arcanjo. E como da vez anterior senti um grande arrepio da cabeça aos pés e uma alegria imensa tomou conta de mim. Comecei cantarolar de alegria, e neste cantar compus naquele momento o hino do padroeiro que cantamos hoje em nossa querida comunidade. A partir daí tornei-me devoto fervoroso a São Miguel Arcanjo. Hoje não só sou feliz com o nosso padroeiro como sonho em ver a nossa comunidade se transformando em santuário dedicado à São Miguel Arcanjo.
Dionatan Alves
22.03.2012 - Quinta-Feira
A Santa Missa de domingo das 18h está sendo transmitida pela Rádio Continental 93,3 FM. Acompanhe nas terças-feiras e quintas-feiras das 18h às 19h uma palavra de paz com o Pe. Inácio B. Giacomelli Nos outros dias da semana no mesmo horário ouço o pregador Ivo Schirmer ministro da palavra da Santa Luzia. Convido você a sintoniza neste horário e escutar uma palavra de consolo e de paz. Abraços
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