Jesus e as mulheres
09.05.2011Lá, pelas cercanias de Nazaré Maria carregou seu filho Jesus muitas vezes. A criatura carregando o criador, eis o mistério. Já adulto o mestre de Nazaré não tinha vergonha de aproximar-se dos pobres, pecadores e das mulheres. Isto certamente escandalizava os fariseus e doutores da lei. Numa sociedade patriarcal a mulher era pouco considerada. Jesus corrige esse erro e não perde oportunidade em defendê-las, mesmo que tenha que caminhar na contramão da história: Ele valoriza as mulheres e lhes dá dignidade. Os próprios evangelistas são unânimes em mostrar que elas foram incumbidas em dizer aos discípulos que Jesus ressuscitara. Está aí uma prova da valorização da mulher.
Hoje as mulheres estão em todas as atividades econômicas e em algumas lugares que até há pouco eram restritos aos homens. Elas vencem os homens com folga na participação das santas Missas. Maria Madalena e a outra Maria foram cedinho ao sepulcro, foram porque amavam, por isso recebem a incumbência do Anjo e do próprio Jesus de levar a notícia aos apóstolos para que fossem à Galileia (Mt 28,10). Jesus ressuscitou, venceu a morte, o amor é vencedor, pois é a plenitude de toda a lei.
Hoje, homens e mulheres são convidados a dar as mãos e olhar na mesma direção. Convidados a viver como ressuscitados, ou seja, livres das amarras do egoísmo, gerador do pecado. A conseqüência do pecado é a morte e Jesus já venceu a morte. Caminhar com humildade deveria ser regra de todo ser humano que pode espelhar-se em Maria, a humilde serva em quem o Senhor fez maravilhas.
Passamos um tempo bonito de Quaresma, semana Santa, Tríduo Pascal e Missa dos Santos Óleos. Todavia não podemos ficar só nisso, devemos colocar em prática aquilo que fomos agraciados: distribuir os frutos da ressurreição. Para isso é preciso viver como ressuscitados, é preciso sacudir o pó do egoísmo, da prepotência que teima em permanecer em nós, sair de nosso espaço e ir ao encontro do outro. O outro (a) nos interpela, ele precisa ser amado.
Respeitemos e valorizemos as mulheres, cuidemos de nossas crianças e jovens. Por onde passarmos devemos dar gosto e não desgosto. Será que aquilo que eu faço alegra a minha esposa e meus filhos? Defendamos nossas famílias assim como Jesus defendeu os pobres, as mulheres, porque é na família que se plasma o rosto de um povo. Que ressoem em nossas famílias o “faça-se mim segundo a tua Palavra” (Lc 1,38).
