Homilia do 7º Domingo do Tempo Comum
21.02.2011Neste domingo o cristão é chamado a fazer a diferença. Diante de um mundo cada vez mais egoísta, injusto e opressor, devemos dar testemunho. Devemos amar a todos indistintamente, pois todos são imagem e semelhança de Deus e chamados a ser santos como vosso Pai do céu é Santo (Lv 19,16).
Primeira Leitura (Lv 19,1-2.17-18) somos chamados a ter relações fraternas com todas as pessoas. Nosso Deus se faz fraterno, próximo, aliado, amigo, enfim um Pai cheio de misericórdia que se condói com o sofrimento dos pequeninos. Os (vv. 17 e 18) dão-nos pistas para viver a santidade. Amando o próximo estou refletindo o amor a Deus. Portanto devo amar a Deus e o próximo como a mim mesmo.
O Sl 102(103) vai dizer: bendize ó minha alma ao Senhor, pois ele é bondoso e compassivo.
Segunda Leitura (1Cor 3,16-23) a presença do Espírito Santo torna santa a comunidade cristã e supera toda a divisão. Não sabeis que o Espírito Santo mora em vós? Vós sois templos vivos. A Comunidade cristã estava dividida, tratavam-se como inimigos. A comunidade é como uma construção de tijolos vivos. Imagina se um tijolo começa discutir, desentender-se com o outro? O que vai acontecer? As paredes vão cair. Nos (vv.18-23) Paulo retoma a questão da sabedoria divina e a sabedoria dos homens. As divisões acontecem porque os membros da comunidade colocaram suas esperanças só na sabedoria humana.
Evangelho (Lc 5,38-48) o amor não conhece fronteiras e não tem limites, ama a todos. Desta forma o cristão, a comunidade cristã (Igreja) deve romper o círculo vicioso do egoísmo, violência e entrar numa outra dinâmica, a dinâmica do amor, mansidão. Respondendo o mal com o bem, o desamor com o amor, nisto seremos perfeitos como nosso Pai do céu é perfeito.
Amai vossos inimigos e rezai por aqueles que vos perseguem (Mt 5,44) Jesus nos deixou o exemplo. Pregado na cruz, já sem forças ele pede ao Pai: perdoai porque eles não sabem o que fazem (Lc 23,34). As palavras Filho ainda continuam ressoando nos ouvidos do Pai. Foi um gesto amável da parte de Jesus que mesmo do alto da cruz mostrou carinho pelos que lhe fizeram mal. Um gesto de bondade e de carinho pode converter os corações de inimigos em amigos.
Jesus não disse que devemos ser trouxas, mas não responder com a mesma moeda, agir sim com mansidão usando a não violência e desejando o bem aquele que nos fazem o mal. Certamente corremos o risco de seremos crucificados porque demonstramos amor, todavia é melhor ser crucificados porque amamos do que porque roubamos, fraudamos, invejamos. O mistério do sofrimento é universal, portanto é melhor ser crucificado porque praticamos a justiça.
Sede perfeitos como vosso Pai do céu é perfeito (Mt 5,48). O discípulo deve imitar o mestre. Todo batizado é chamado a ser santo, não há outro caminho que nos leva a Deus, a não ser a sua misericórdia. O círculo do mal só pode ser eliminado com a prática do bem. Tudo o que fizermos, além disso, não vem de Deus, é fraqueza humana e vem do inimigo.
