Ele vo-lo dará
04.11.2011Interessante observarmos a vida de inúmeras pessoas que carregam consigo mil e uma carências e deficiências. Vivem inevitáveis provações da vida, sentem a angústia, a necessidade de ajuda e a sensação de orfandade. Por outro lado, a realidade de Deus, que outra coisa não deseja senão usar da Sua onipotência para satisfazer os desejos e as necessidades dos Seus filhos. Jesus usou de suas palavras para nos dar uma orientação, dizendo: “Tudo o que pedirdes ao Pai em Meu nome, Ele vo-lo dará” (Jo 16, 23).
Estamos perante uma daquelas palavras ricas de promessas que Jesus repete de vez em quando no Evangelho. Por meio delas, ensina-nos como obter aquilo de que precisamos. Só Deus pode falar assim. As Suas possibilidades não têm limites. Todas as graças estão em Seu poder: as graças terrenas, as espirituais, as possíveis e as impossíveis. Mas temos que ouvir com atenção.
Ele sugere-nos “como” nos devemos apresentar ao Pai para fazer o nosso pedido – “Em Meu nome”. Se tivermos um pouco de fé, estas palavras podem nos dar asas. Jesus nos conhece e conhece nossas necessidades. Ele se interessa por nós por nos amar. Ensina-nos a nos dirigir a seu e nosso Pai, em Seu nome, para termos garantia da resposta.
Pode ser que às vezes pedimos algo e não alcançamos a graça que pedimos. Pode acontecer. Jesus, noutros passos do Evangelho, convida a pedir e dá em seguida explicações, que talvez nos tenham escapado. Ele diz, por exemplo, que recebem, aqueles que permanecem n’Ele – quer dizer, na Sua vontade. Ora, pode ser que tenhamos pedido uma coisa que não esteja de acordo com o desígnio que Deus tem sobre nós e Deus não considera útil à nossa existência.
Como poderia Ele, nosso Pai, atender-nos? Estaria a nos enganar. E isso Ele não vai fazer. Então é melhor que, antes de rezarmos, combinemos com Ele e digamos: “Pai, eu gostaria de Te pedir isto em nome de Jesus, se Te parecer oportuno”. E, se a graça pedida se conciliar com o plano que Deus pensou para nós, realizar-se-á a Palavra.
Pode acontecer também que peçamos graças, mas não tenhamos a mínima intenção de adequar a nossa vida àquilo que Deus pede. Deus não nos quer dar só um presente, quer oferecer-nos a felicidade total. Podemos pedir tudo o que quisermos, em nome de Cristo, se fixarmos antes a nossa atenção na Sua vontade, com a decisão de obedecer à lei de Deus. Deus fica feliz por nos dar graças. Infelizmente, na maioria das vezes, somos nós que Lhe fechamos as nossas mãos.
*bispo diocesano de JoinvilleEle vo-lo dará, por Dom Irineu Roque Scherer*
Interessante observarmos a vida de inúmeras pessoas que carregam consigo mil e uma carências e deficiências. Vivem inevitáveis provações da vida, sentem a angústia, a necessidade de ajuda e a sensação de orfandade. Por outro lado, a realidade de Deus, que outra coisa não deseja senão usar da Sua onipotência para satisfazer os desejos e as necessidades dos Seus filhos. Jesus usou de suas palavras para nos dar uma orientação, dizendo: “Tudo o que pedirdes ao Pai em Meu nome, Ele vo-lo dará” (Jo 16, 23).
Estamos perante uma daquelas palavras ricas de promessas que Jesus repete de vez em quando no Evangelho. Por meio delas, ensina-nos como obter aquilo de que precisamos. Só Deus pode falar assim. As Suas possibilidades não têm limites. Todas as graças estão em Seu poder: as graças terrenas, as espirituais, as possíveis e as impossíveis. Mas temos que ouvir com atenção.
Ele sugere-nos “como” nos devemos apresentar ao Pai para fazer o nosso pedido – “Em Meu nome”. Se tivermos um pouco de fé, estas palavras podem nos dar asas. Jesus nos conhece e conhece nossas necessidades. Ele se interessa por nós por nos amar. Ensina-nos a nos dirigir a seu e nosso Pai, em Seu nome, para termos garantia da resposta.
Pode ser que às vezes pedimos algo e não alcançamos a graça que pedimos. Pode acontecer. Jesus, noutros passos do Evangelho, convida a pedir e dá em seguida explicações, que talvez nos tenham escapado. Ele diz, por exemplo, que recebem, aqueles que permanecem n’Ele – quer dizer, na Sua vontade. Ora, pode ser que tenhamos pedido uma coisa que não esteja de acordo com o desígnio que Deus tem sobre nós e Deus não considera útil à nossa existência.
Como poderia Ele, nosso Pai, atender-nos? Estaria a nos enganar. E isso Ele não vai fazer. Então é melhor que, antes de rezarmos, combinemos com Ele e digamos: “Pai, eu gostaria de Te pedir isto em nome de Jesus, se Te parecer oportuno”. E, se a graça pedida se conciliar com o plano que Deus pensou para nós, realizar-se-á a Palavra.
Pode acontecer também que peçamos graças, mas não tenhamos a mínima intenção de adequar a nossa vida àquilo que Deus pede. Deus não nos quer dar só um presente, quer oferecer-nos a felicidade total. Podemos pedir tudo o que quisermos, em nome de Cristo, se fixarmos antes a nossa atenção na Sua vontade, com a decisão de obedecer à lei de Deus. Deus fica feliz por nos dar graças. Infelizmente, na maioria das vezes, somos nós que Lhe fechamos as nossas mãos.
Dom Irineu Roque Scherer
Bispo diocesano de Joinville
