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É sempre tempo de missão

É sempre tempo de missão

26.06.2011

Por: Dom Orani João Tempesta, O. Cist.
Arcebispo Metropolitano de São Sebastião do Rio de Janeiro – RJ

Somos um povo missionário! Impossível ser discípulo de Jesus sem viver a vida anunciando e proclamando a Boa Notícia da Salvação. A consciência da Missão Permanente ou Missão Continental cada vez mais nos questiona e alimenta nossa vida pastoral e evangelizadora. Tudo o que fazemos ou organizamos está dentro dessa perspectiva que Cristo deixou claro para nós, seus discípulos: Ide a anunciai!

Neste domingo, leremos no Evangelho a conclusão do chamado “discurso missionário” (Mt 10). Entre outras atitudes que temos nessa perícope, aqui Jesus dispõe o coração de seus discípulos para que assumam pelo menos duas atitudes importantes e necessárias para quem é convidado a anunciar o Reino: a vocação, com as suas exigências, e a missão como acolhida.

Esta é uma Palavra que é para todos os cristãos, pois todos somos missionários. Primeiro, a vocação deve ser vivida no amor. Jesus fala claramente do amor (v. 37) e da vida (v. 39). Está em jogo a escolha “por um amor maior.” Amor aos familiares – legítimo e abençoado – vem observado e comparado com o amor por Jesus. Somente à luz desses dois valores (amor e vida) pode-se entender a prioridade ao Amor de Deus que, consequentemente, nos leva a amar de maneira correta os nossos familiares e a viver coerentemente a nossa vida. Somente na perspectiva do amor e da vida têm sentido as exigência da vocação para a missão com Jesus; somente por amor é possível fazer escolhas difíceis, que são incompreensíveis para aqueles que estão fora dessa lógica. Diante do bem supremo – que é sempre e somente Deus – é dado o devido peso também para os valores humanos importantes, tais como os laços familiares ou os interesses profissionais, reservando, no entanto, a Deus o primeiro lugar, a primeira escolha. Como pano de fundo deste texto, temos o primeiro mandamento da Lei de Deus: Amar a Deus sobre todas as coisas.

A linguagem de Jesus (“Tomar a sua cruz”, “perder a vida”) é escandalosa, parece absolutamente cruel, mas é a única palavra que livra das ilusões e que nos faz verdadeiramente encontrar a vida (v. 39); o caminho da cruz é o único que acaba na vida real: a ressurreição. Esta mensagem aplica-se tanto ao missionário que prega o Evangelho como àqueles aos quais ele anuncia. A essa radicalidade também convoca Paulo (Rm 6,3-4.8-11): pelo batismo somos chamados a “andar em uma vida nova” (v. 4), porque “já morremos com Cristo” e “viveremos com Ele” (v. 8.11).

A adesão a Jesus excede qualquer outro vínculo. A primazia de Jesus não é apenas estabelecida e reconhecida em palavras, mas, concretamente, no seguinte: “Quem não toma a sua cruz e me segue, não é digno de mim.” O caminho da Cruz é uma nova maneira de ver as coisas e de agir, avaliar e escolher: o caminho da cruz é o caminho da auto-doação, solidariedade e renúncia a fazer de si mesmo o centro em torno do qual tudo deve girar. Mas sem medo: esta lógica, tão diferente da habitual, não gera a morte, mas dá a vida: “Quem perde sua vida por minha causa vai encontrá-la.” Nenhuma dualidade, nenhuma maneira antropológica ou escatológica de entender essa afirmação. Não se trata de perder a vida “material para o benefício daquela “espiritual”, nem se trata apenas de perder a vida neste mundo para encontrá-la no outro. É, antes, uma vida que atinge o homem, aqui e ali: uma maneira de viver melhor no mundo, uma vida boa, que é forte o suficiente para superar até mesmo a morte.

O segundo grande tema missionário deste domingo é a acolhida. É exemplar a hospitalidade que a mulher de Sunam e seu marido oferecem ao profeta Eliseu, mas é também a gratidão deste “homem de Deus” para com o casal estéril. Após ter consultado seu servo Giezi, Eliseu profetiza que em breve terão um filho (2Rs 4,8-11.14-16a). Trata-se de gestos de hospitalidade mútua, oferecidos em gratuidade. No Evangelho deste final de semana, Jesus elogia o gesto simples, de forma gratuita, “quem dá mesmo um copo de água fria” (Mateus 10, 42). Note o detalhe da água fria, particularmente agradável em países quentes. A missão como acolhida, vivida seja pelo missionário seja pelo povo com quem ele trabalha, tem seu fundamento na identidade que Jesus estabelece entre Ele e os seus: “Quem vos recebe, recebe a mim” (v. 40), palavras que ecoam no juízo final: “Eu estava com sede e me destes de beber” (Mateus 25, 35).

Evangelizar é entregar a vida, acolher é evangelizar, é também ir ao encontro do outro. É experimentar a verdadeira vida e proclamá-la aos irmãos e irmãs.

Abre-se aqui todo um capítulo da cooperação missionária para as obras de evangelização no mundo inteiro, que é um direito-dever de todo batizado, ainda de acordo com as formas válidas da oração, sacrifício, oferta em dinheiro ou gêneros, como também em novas formas, tais como: a informação e formação missionária do Povo de Deus, visitas às jovens comunidades cristãs, acolhida, diálogo e anúncio do Evangelho aos imigrantes (legais ou ilegais), refugiados e outros; compromisso dos líderes da política, economia, cultura, comunicação social pela construção de um mundo mais justo, fraterno, solidário na distribuição, intercâmbio e gestão dos recursos humanos e materiais, realmente para o benefício de todos no mundo, com especial atenção para os fracos e necessitados.

Desde a V Conferência do Episcopado Latino Americano e Caribenho fomos chamados a recomeçar de Cristo e, com a nossa vida em comunidade, sermos sempre mais discípulos-missionários, levando adiante essa missão permanente em todo o nosso continente. Este domingo será uma boa ocasião de nos examinarmos para descobrir como andamos nessa direção missionária.

Que o nosso coração abrasado pela experiência cristã nos conduza com entusiasmo a uma vida intensa, testemunhando Jesus Cristo Ressuscitado a tantas pessoas que, sedentas, buscam o encontro com Cristo – Caminho, Verdade e Vida.


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Dionatan Alves
29.04.2012 - Domingo
A Santa Missa de domingo das 18h está sendo transmitida pela Rádio Continental 93,3 FM. Acompanhe nas terças-feiras e quintas-feiras das 18h às 19h uma palavra de paz com o Pe. Inácio B. Giacomelli Nos outros dias da semana no mesmo horário ouço o pregador Ivo Schirmer ministro da palavra da Santa Luzia. Convido você a sintoniza neste horário e escutar uma palavra de consolo e de paz. Abraços
João Azemiro de Souza
29.04.2012 - Domingo
Gosto muito da comunidade Nossa Senhora Aparecida. Sinto-me muito bem e muito bem acolhido cada vez que sou escalado para presidir celebração nesta comunidade. Costumo dizer que já que não posso ir à Aparecida do Norte venho aqui para visitar nossa Senhora. Fiquei muito feliz com a colocação da imagem em frente à igreja não temos nada para esconder pelo contrário, temos muito orgulho de termos uma mãe tão boa e fiel intercessora junto ao divino filho Jesus. Parabéns comunidade, Deus sempre derrame sobre vocês o seu Espírito Santo para que façais em tudo a sua Santíssima vontade. Contem sempre com este indigno servo do senhor, que por sua misericórdia, me fez cooperador de Cristo através do ministério extraordinário da palavra. Peço que permaneçam firmes na obediência e unidos na fé a igreja de Cristo, que apesar de humana e pecadora é santa e será vencedora na presença do Divino Pai Eterno.
João Azemiro de Souza
29.04.2012 - Domingo
Parabéns Santa Luzia, estou muito feliz por ter conhecido este site. Que Deus nos abençoe a todos. Que o nosso Deus derrame o seu Espírito Santo sobre nós e sobre o nosso querido pároco padre Inácio. Que a paróquia Santa Luzia pela intercessão de nossa padroeira, consiga cumprir bem sua missão junto ao povo de Deus levando todos os homens a Jesus testemunhando amor e misericórdia e unidos aos nossos pastores e santa igreja alcancemos de Deus as mais sublimes bênçãos.
João Azemiro de Souza
20.04.2012 - Sexta-Feira
Quando cheguei na Comunidade São Miguel Arcanjo, não aceitava e nem reconhecia São Miguel Arcanjo como padroeiro. Apesar de meus avôs e meus pais serem devotos, eu não tinha nenhuma devoção. Certo dia trabalhando na Multibrás, abastecendo chapas na monovia, enquanto erguia uma chapa de aço de aproximadamente dois metros tive a impressão de que alguém tinha segurado atrás, pois o peso da chapa reduziu pela metade. Joguei de volta a chapa no pállet e voltei-me para trás para ver quem era. Grande foi a minha surpresa ao constatar que não tinha ninguém por perto. Apesar de admirado continuei meu trabalho. Ao pegar outra chapa enquanto ia encaixando no cesto da monovia vi um homem vestido de túnica branca com o cíngulo em volta da cintura, cabelo comprido até os ombros. Esta visão ao invés me produzir medo foi ao contrário uma alegria imensa tomou conta de mim. Comecei então a louvar o Senhor e a pedir que se fosse coisa da minha mente que o Senhor tirasse de mim. Continuando o meu trabalho verifiquei que minhas luvas estavam a ponto de me cotarem as mãos. Dirigi-me então ao armário para pegar outro par quando novamente vi o mesmo homem agora de pé, com as mesmas características e uma voz interior me disse novamente o que havia dito anteriormente: São Miguel Arcanjo. E como da vez anterior senti um grande arrepio da cabeça aos pés e uma alegria imensa tomou conta de mim. Comecei cantarolar de alegria, e neste cantar compus naquele momento o hino do padroeiro que cantamos hoje em nossa querida comunidade. A partir daí tornei-me devoto fervoroso a São Miguel Arcanjo. Hoje não só sou feliz com o nosso padroeiro como sonho em ver a nossa comunidade se transformando em santuário dedicado à São Miguel Arcanjo.
Dionatan Alves
22.03.2012 - Quinta-Feira
A Santa Missa de domingo das 18h está sendo transmitida pela Rádio Continental 93,3 FM. Acompanhe nas terças-feiras e quintas-feiras das 18h às 19h uma palavra de paz com o Pe. Inácio B. Giacomelli Nos outros dias da semana no mesmo horário ouço o pregador Ivo Schirmer ministro da palavra da Santa Luzia. Convido você a sintoniza neste horário e escutar uma palavra de consolo e de paz. Abraços
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