Domingo de Pàscoa Ano C
28.04.2010PRIMEIRA LEITURA (At 10,34.37-43); SEGUNDA LEITURA (Cl 3,1-4); EVANGELHO (Jo 20,1-9).
Jesus Ressuscitou Aleluia, eis a grande notícia. Queremos ir a Igreja aos domingos de manha assim como Maria Madalena foi ao sepulcro. Páscoa é novo tempo, tempo de abandonar o velho, o velho é aquele que peca, Adão. Jesus Cristo é o novo Adão, portanto os novos são todos aqueles que crêem em Jesus Cristo e procuram caminhar na sua presença. É tempo de sair do pecado para a graça, da morte para a vida. Podemos também afirmar que a Páscoa possui um cunho escatológico. Ela é também passagem para o Pai. A Páscoa é tão importante que a nossa Igreja festeja durante 50 dias. É como se fosse um grande domingo. Os cristãos se reuniam no começo do cristianismo no dia do Senhor para celebrar a ressurreição de Jesus e a vida que dela provém. Os hebreus já tinham o costume de reunir-se para comemorar sua saída do Egito para a liberdade na terra prometida, terra que corre leite e mel. A Páscoa cristã é tão antiga como o cristianismo. O sepulcro vazio nos lembra que a última palavra não é da morte, mas da vida. Cada um de nós vai vivendo a sua Páscoa, entre as nossas infidelidades e fidelidades, entre os gritos de, ele é nosso rei e de crucifica-o, entre o nosso fechamento, egoísmo e nossas mãos estendidas agradecendo a Deus, ou ajudando nossos irmãos nos vamos saindo da condição do “velho” para o “novo”. Depois que o divino se associou ao humano, ou seja, veio morar entre nós, já não é preciso ter medo, pois temos alguém ao nosso lado, alguém por nós. Ele fez da nossa história uma história de salvação, por isso a humanidade é feliz. Felizes os que nele crêem pois, pois no nome do Jesus receberão o perdão dos pecados (At 10,43). O salmista canta: este é o dia que o Senhor fez para nós, alegremo-nos e nele exultemos. Pois cremos em Jesus ressuscitado. Toda a Eucaristia é um memorial pascal. A libertação do povo do Egito é a prefiguração da libertação definitiva. Cristo é o homem perfeito, assim enquanto caminhamos entre a fidelidade e a infidelidades, queremos ser um sinal do amor de Deus em nosso meio.
Fonte: Pe. Inácio - Paróquia Santa Luzia
