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	<title>Paróquia Santa Luzia &#187; Artigos</title>
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		<title>Ascensão e Comunicação</title>
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		<pubDate>Sat, 19 May 2012 01:46:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O Dia Mundial das Comunicações Sociais, celebrado neste dia 20 de maio, com o tema “Silêncio e Palavra: Caminho de Evangelização” coincide com a Festa...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O Dia Mundial das Comunicações Sociais, celebrado neste dia 20 de maio, com o tema “Silêncio e Palavra: Caminho de Evangelização” coincide com a Festa da Ascensão do Senhor.</p>
<p>Na Ascensão acontece a plenitude da comunicação do Criador com Sua criatura, selando definitiva e evidentemente o cumprimento da Aliança de Deus com o Seu povo.</p>
<p>A comunicação supõe anúncio de palavras, portanto de vibração de sons, de barulho, mas também exige momentos de silêncio. Às vezes a capacidade de ouvir fala mais alto do que as palavras. A cultura dos ruídos impede uma boa comunicação e dificulta muito o diálogo. Com isso dizemos que o silêncio faz parte integrante da comunicação entre as pessoas.</p>
<p>Ao voltar à Casa do Pai, Jesus comunica aos apóstolos a missão de anunciadores da Palavra de Deus. Para isso deveriam ser testemunhas de Sua ressurreição. Assim dizemos que a Ascensão é a Festa da Comunicação, do encontro e do diálogo entre o humano e o divino, o cumprimento da Aliança de relacionamento entre Deus e aqueles que O reconhecem como Deus.</p>
<p>Na Ascensão Jesus promete enviar, aos apóstolos e à Igreja toda, o Espírito Santo comunicador, confirmando Sua presença definitiva na vida das comunidades cristãs. A grande comunicação confiada a todos nós é que anunciemos o fato de que Jesus ressuscitou e não morreu. Ele continua vivo entre nós.</p>
<p>O poder da comunicação está apoiado, de forma bem determinada, na autenticidade de quem comunica. Jesus foi modelo, com uma comunicação simples, mas com palavras munidas de vida, de coerência e sadia intenção. Ele transfere esse poder para os discípulos, devendo agir nos princípios determinados pelo Mestre.</p>
<p>Devemos saber a linguagem da comunicação de Deus. Ela vem acompanhada de certeza e não de uma nova língua, de um novo idioma, mas um novo modo de comunicar o caminho de libertação, de ascensão e da vida nova do Reino de Deus. É uma linguagem propriamente de evangelização e de ação transformadora do mundo, que tem como base atitudes concretas e de fidelidade à fé.<br />
 <br />
Dom Paulo Mendes Peixoto<br />
Arcebispo de Uberaba &#8211; MG</p>
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		<title>Comunicar: ouvir e falar</title>
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		<pubDate>Wed, 16 May 2012 01:10:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>

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		<description><![CDATA[No Domingo da Ascensão do Senhor ao céu, a Igreja também comemora o Dia Mundial das Comunicações Sociais. Neste ano, já acontece pela 46ª. vez....]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>No Domingo da Ascensão do Senhor ao céu, a Igreja também comemora o Dia Mundial das Comunicações Sociais. Neste ano, já acontece pela 46ª. vez. A relação entre a comunicação, a Ascensão de Jesus ao céu e missão da Igreja é facilmente compreensível: Antes de se elevar ao céu, Jesus enviou seus apóstolos em missão e lhes ordenou que anunciassem o Evangelho a toda criatura (cf Mc 16,15).</p>
<p>Evangelizar, missão prioritária da Igreja, é questão de comunicação, de muitos modos: por palavra, testemunho de vida, experiência do Mistério divino, pela escuta, o silêncio&#8230; A Igreja comunica e se comunica, porque é mediadora e, ao mesmo tempo, receptora da Boa Nova da salvação. Jesus deu esta ordem aos apóstolos: “Vós sereis minhas testemunhas” (cf Lc 24,48), e isso significa a mesma coisa: trata-se de comunicar.</p>
<p>Na Mensagem para o Dia Mundial das Comunicações Sociais deste ano, o papa Bento !6 destaca a importância do silêncio na comunicação; Com muita fala, mas sem silêncio, a comunicação não acontece. Isso equivale à própria lógica da comunicação e da técnica dos Meios de Comunicação: é preciso haver um emissor de mensagens ou imagens e um receptor. Ao emissor corresponde a fala, a palavra; ao receptor corresponde o silêncio. No caso das pessoas, às vezes somos emissores e, outras vezes, precisamos ser receptores. Sem isso, não há comunicação, mas monólogo&#8230;</p>
<p>Infelizmente, vivemos num mundo de muito barulho, talvez com demasiados emissores, e com poucos receptores&#8230; Há muita comunicação em sentido único e as modernas técnicas de comunicação favorecem essa unilateralidade na comunicação. A facilidade que temos de ser gerenciadores da comunicação, tendo ao alcance das mãos, ou nas mãos, os instrumentos de comunicação, pode levar-nos a ser apenas emissores de mensagens, mas não sabemos mais acolher e escutar a mensagem dos outros&#8230; Há pouca interação de mensagens. O resultado é que ficamos fechados em nós mesmos, reduzidos à nossa percepção da realidade; ficamos plantados apenas no horizonte restrito de nossas visões. É uma constatação que, com todas as formas de comunicação existentes, aumenta a solidão e o isolamento das pessoas.</p>
<p>O Papa alerta, em sua Mensagem, para a importância de ouvir os outros, para uma comunicação mais enriquecedora; para isso, precisamos ser capazes de fazer silêncio. Tanto mais, também é preciso fazer silêncio para “ouvir Deus”. O barulho e a agitação constante não favorecem a escuta de Deus no interior da consciência, na sua Palavra, nas Escrituras, na voz da Igreja, na fala sutil das circunstâncias, no gemido dos que sofrem&#8230; Muitas vezes, até a oração se transforma num monólogo diante de Deus, num palavreado ansioso e sôfrego, sem deixar espaços nem pausas, tentando convencer Deus e, talvez, para não dar chances para que Deus também fale! Será essa uma boa comunicação com Deus?</p>
<p>Na obra evangelizadora da Igreja, temos muito a dizer e testemunhar. Antes disso, porém, temos muito a ouvir e acolher. Lembro que, há 5 anos, por esses dias, iniciava 5ª. Conferência Geral do Episcopado da América Latina e do Caribe, com a presença de Bento XVI. O tema foi: “discípulos e missionários de Jesus Cristo para que, n’Ele, nossos povos tenham vida”. Antes de sermos missionários, precisamos muito ser discípulos para, ouvidos e coração abertos, acolher e vivenciar aquilo que devemos, depois, comunicar.</p>
<p>Cardeal dom Odilo Pedro Scherer<br />
Arcebispo de São Paulo</p>
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		<title>Amor de mãe</title>
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		<pubDate>Wed, 09 May 2012 14:53:05 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Por: Dom Paulo Mendes Peixoto &#8211; Arcebispo de Uberaba


No Dia das Mães, falar de mãe leva-nos a pensar no amor fraterno, divino, maternal e...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Por: <strong>Dom Paulo Mendes Peixoto &#8211; Arcebispo de Uberaba</strong></p>
<p><strong><br />
</strong></p>
<p>No Dia das Mães, falar de mãe leva-nos a pensar no amor fraterno, divino, maternal e solidário. Falar de um amor que só pode existir em função do outro. Foi o que aconteceu com Jesus Cristo, tendo um amor não só pelos judeus, mas também pelos pagãos. O amor não pode ser abstrato, mas uma experiência concreta de vida.</p>
<p>Numa visão propriamente de fé, a mãe é aquela que personaliza, em si, a figura criadora, a educadora e a amorosa de Deus. Ela consome sua vida para dar vida feliz aos filhos. A verdadeira mãe não minimiza seus esforços para educar bem, acompanhando os filhos, encaminhando-os para uma vida digna e saudável.</p>
<p>A centralidade da vida e da convivência de uma família, de uma comunidade ou de um grupo de pessoas, deve ser o amor. Foi este o grande anúncio de Jesus Cristo, mostrando aos seus apóstolos e às primeiras comunidades cristãs o que deve ser a sua identidade. Convive bem quem ama de verdade e reconhece o valor do outro.</p>
<p>A expressão “meu amor” não pode se transformar em “meu pesadelo”, porque amar é um bem precioso e não pode ser banalizado. Ele possibilita uma relação justa entre as pessoas e leva a uma atitude de libertação, porque ninguém deve ser escravo de ninguém. Não fomos criados para uma submissão arbitrária.</p>
<p>Mãe é sinal de amor. Deus é Pai e Mãe de todos nós. Sem amor, sem Deus e sem mãe, ninguém de nós existiria. Somos frutos de uma experiência de amor, de uma doação certamente sem limites, inclusive com enfrentamento de sacrifícios e sofrimentos. É uma experiência que dignifica e dá sentido de viver às pessoas.</p>
<p>A vida de comunidade, com desafios e diversidades, deve ser a convergência de expressões e práticas concretas de amor. Ela não é diferente de uma vida familiar, onde todos dever perseguir o bem de seus membros. Aqui podemos até fazer uma correlação existente entre o amor de Deus, o da comunidade e o de mãe.</p>
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		<title>Maria: Mulher das virtudes</title>
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		<pubDate>Fri, 04 May 2012 01:07:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<description><![CDATA[No mês de maio, a Igreja nos convida a olharmos o exemplo da Santíssima Virgem Maria, e a refletir e meditar as suas diversas virtudes...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>No mês de maio, a Igreja nos convida a olharmos o exemplo da Santíssima Virgem Maria, e a refletir e meditar as suas diversas virtudes dentre as quais podemos destacar a da generosidade, do serviço, do silêncio, da atenção e da fidelidade. Sem dúvida, procurar colocar em prática, em nossa vida, nos atos mais simples do nosso cotidiano.</p>
<p>Logo no início do Evangelho de São Lucas é relatada a anunciação do anjo Gabriel à Maria que ela será a mãe do salvador. Nesse anúncio ela se sente um pouco perturbada, mas logo depois vendo como ela aceita a vontade de Deus de todo coração respondendo: [...] “Eu sou a serva do Senhor; faça-se em mim segundo tua palavra!” E o Anjo a deixou (Lc 1,38). Através da sua resposta, vemos a virtude da generosidade e da disposição, colocando-se como serva, aquela que está totalmente disponível para colaborar ao projeto de Deus para com toda a humanidade.</p>
<p>Maria, sabendo que sua prima Isabel também estava grávida, apressadamente foi visitá-la para ajudá-la em sua gravidez, pois já era uma mulher idosa. Com isso, vemos nela a virtude do serviço, da caridade [...] “permaneceu com ela mais ou menos três meses e voltou para casa” (Lc 1,56). Através do gesto do serviço, Maria nos ensina a ajudar o próximo. Dá-nos o exemplo de quanto também nós devemos ser sensíveis e flexíveis para com aqueles que necessitam de nossa atenção, de nosso apoio.</p>
<p>Uma das mais belas virtudes de Maria é o silêncio, que não é um simples “ficar sem falar”, mas uma meditação de tudo aquilo que ouvia de seu filho: “Maria, contudo, conservava cuidadosamente todos esses acontecimentos e os meditava em seu coração” (Lc 2,19). Este silêncio da virgem Maria está ligado a uma humildade muito profunda, pois sabendo que ela era a mãe do salvador não se exaltou, mas ficou na maior simplicidade possível, ajudando Jesus a crescer em sabedoria, em estatura e em graça diante de Deus e diante dos homens (Lc 2,52).</p>
<p>Maria também é conhecida como aquela que exerce a virtude da preocupação e da atenção com aqueles que estão ao seu redor, esvaziando-se de si mesma. Preocupada e atenta maternalmente com o seu filho. Percebemos esta preocupação e atenção nas Bodas de Caná, precisamente quando ela diz para Jesus que não tem mais vinho, ao que sucede a resposta: “Que queres de mim, mulher? Minha hora ainda não chegou”. Sua mãe disse aos serventes: “Fazei tudo o que ele vos disser” (João 2, 3-5).</p>
<p>Outra virtude muito importante na vida de Maria é a fidelidade, lembrando principalmente aquela que esteve até no último suspiro de seu filho Jesus Cristo na cruz e como é apresentada no Evangelho: “perto da cruz de Jesus, permaneciam de pé sua mãe [...]” (João 19,25). Através da sua fidelidade, Maria também nos impulsiona a sermos fieis ao projeto de Deus em nossa vida, desde os momentos de alegria e, principalmente, nos momentos de tristeza como ela que esteve de pé junto à cruz.</p>
<p>Mãezinha querida, por meio dessas virtudes que procuramos refletir, nos ajude intercedendo em nossa caminhada cristã para que, a cada dia, possamos também praticá-las e assim sermos pessoas de maior generosidade, que exerçam a caridade, vivam a humildade de uma vida mais silenciosa, na qual Deus é o protagonista de todas as nossas atividades e a fidelidade para com a vontade de Deus em nossa vida. </p>
<p>Maria, mãe de todos aqueles que querem lhe imitar e se aproximar mais do vosso filho, rogai por nós!</p>
<p>Seminarista Rodrigo Ferreira<br />
<a href="mailto:sem.rodrigo@yahoo.com.br">sem.rodrigo@yahoo.com.br</a></p>
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		<title>Anencéfalos: lições de um julgamento</title>
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		<pubDate>Mon, 30 Apr 2012 00:30:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O julgamento, pelo Supremo Tribunal Federal (STF), sobre a legalidade do aborto dos fetos ou bebês com anencefalia terminou como era previsível, dadas as tendências...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O julgamento, pelo Supremo Tribunal Federal (STF), sobre a legalidade do aborto dos fetos ou bebês com anencefalia terminou como era previsível, dadas as tendências já manifestadas anteriormente por juízes do STF: aprovaram por larga maioria que o abortamento de anencéfalos, daqui por diante, será “legal” no Brasil. Assim se amplia a lista dos casos “legais” de aborto: gravidez resultante de estupro, risco de morte para a mãe e, agora, também a anencefalia. Qual será o próximo caso?</p>
<p>Impressionaram-me diversas questões nesse julgamento do STF. Parecia que estava em causa o julgamento da Igreja e de sua presença e ação pública na sociedade brasileira. O emprego, a meu ver, abusivo do conceito de “Estado laico”, até mesmo por juízes do STF, assustou-me. A laicidade do Estado, então, desqualifica, a priori, qualquer argumento que proceda de pessoas religiosas, ou representantes de organizações religiosas? Isso já parece discriminação religiosa e ainda terá muitas consequências; a laicidade do Estado precisa ser clareada melhor.</p>
<p>Continuo a me perguntar, por qual razão justificável, perante a Constituição brasileira, o STF assumiu o papel de legislador, atropelando o Congresso Nacional? No caso dos anencéfalos, de fato, não esteve em jogo a interpretação de uma lei já existente; o STF legislou, estabelecendo um novo caso de “legalidade” de aborto, antes não previsto. Foi essa a via encontrada para que grupos de interesse e pressão conseguissem mais facilmente seus intentos? Não seria também essa uma via de subversão do Estado de Direito no Brasil, justamente por conta de quem deveria ser guardião da ordem constitucional?</p>
<p>Impressionantes, os sofismas – afirmações falsas com aparência de verdadeiras – que tiveram livre trânsito nos “palavrosos” argumentos apresentados. Eis alguns: o anencéfalo é um “natimorto”; o anencéfalo é uma não-vida, algo indefinível; o feto ainda não é vida humana; o anencéfalo é uma “vida inviável”&#8230; Também tenho a impressão que venceu, não o direito objetivo, mas algo que poderíamos chamar de “direito emotivo”. É muito questionável o princípio, agora estabelecido, de que pode ser suprimido e eliminado o ser humano que causar desconforto, dor, profundo sofrimento ao próximo, mesmo de forma involuntária. Qual é a culpa do pobre anencéfalo pela dor causada à mãe? Dor compreensível, que merece todos os cuidados e atenções, menos a eliminação daquele que causa essa dor&#8230; Quais serão, agora, as próximas vítimas da aplicação desse princípio? Ninguém acredite que isso valeu “só para o caso dos anencéfalos”; a jurisprudência vai aplicar as consequências dos princípios estabelecidos. Onde vamos parar?</p>
<p>Esse julgamento do STF nos deixa várias lições. Antes de tudo, continua válido o velho princípio do bom senso: nem tudo o que é “legal”, também é moral. No caso, para a moral cristã, continua valendo a Lei Maior, que é a de Deus, e que ensina: “não matarás”. O aborto de anencéfalos não será um ato moralmente bom, só porque é “legal”. Também fica muito claro que nenhuma mulher está obrigada a fazer esse, ou qualquer outro tipo de aborto. Mas é pena para o Brasil: povo acolhedor e amoroso, ele tem agora uma lei que consagra a insensibilidade diante dos indefesos e imperfeitos e afirma o direito dos mais fortes sobre os mais fracos&#8230; Não é da nossa cultura! Pena mesmo!</p>
<p>Cardeal Odilo Pedro Scherer</p>
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		<title>Sinais de Deus para o nosso tempo</title>
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		<pubDate>Mon, 23 Apr 2012 01:23:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>

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		<description><![CDATA[Tudo começou de novo com a Ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo. Passou o que era velho e tudo se fez novo, a partir de...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Tudo começou de novo com a Ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo. Passou o que era velho e tudo se fez novo, a partir de dentro, num dinamismo plantado no coração de cada cristão que recebe o Sacramento do Batismo. Caiu a velhice do pecado e do egoísmo, desmoronaram os muros da desconfiança, da inveja e do ciúme. Os cristãos exultam pela sua renovação espiritual, pois recuperaram, com alegria, a condição de filhos de Deus e podem esperar com plena confiança o dia da ressurreição (cf. Oração do III Domingo da Páscoa).</p>
<p>Descrever assim a vida pode parecer sonho, quem sabe, uma ilusão, ou otimismo ingênuo. Alguns chamariam utopia por não perceberem que o sentido originário da palavra aponta para o lugar ideal a ser alcançado e não um projeto imaginário e impossível de se concretizar. É que os cristãos não têm medo de ver as coisas a partir dos olhos de Deus, enxergando, além de todas as chagas existentes no mundo, a grandeza o plano de Deus. “O olho de Deus sobre o mundo é o Coração de Cristo, mas a pupila é aquela ferida de amor! A ferida está no Coração de Cristo. Ele foi ferido porque manifestou por inteiro o amor. Ele é o amor do Pai vindo à terra, e nos amou dando tudo&#8230; E nós, se vivermos como Ele, poderemos olhar por dentro e ver a Deus, e o Pai pode olhar dentro da chaga do Coração de Cristo e ver a todos nós” (Chiara Lubich, cf. Nuova Umanità 2012/2, p. 167).</p>
<p>Fonte: Canção Nova</p>
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		<title>A Divina Misericórdia</title>
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		<pubDate>Fri, 13 Apr 2012 00:51:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>

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		<description><![CDATA[O segundo domingo da Páscoa, que encerra a oitava da Páscoa, foi escolhido pelo Papa João Paulo II como um dia mundialmente dedicado e consagrado...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O segundo domingo da Páscoa, que encerra a oitava da Páscoa, foi escolhido pelo Papa João Paulo II como um dia mundialmente dedicado e consagrado à Divina Misericórdia. Escolha que deseja tornar conhecido em todo o mundo este atributo máximo de Deus mesmo, que se derrama em amor e misericórdia a toda a humanidade.</p>
<p>Aqui em nossa Arquidiocese essa Festa é marcada por celebrações com muita participação popular na Catedral Metropolitana. Recorda-me que iniciei o meu serviço aqui nesta Igreja exatamente nessa festa dominical, e tive a oportunidade de, mais tarde, criar o Santuário da Divina Misericórdia na paróquia do mesmo nome, em Vila Valqueire.</p>
<p>A origem desta festa se encontra nas inspirações particulares da mística Santa Faustina, que recebeu o dom de ser canal para que a Misericórdia Divina pudesse ser reconhecida em todos os cantos e recantos do mundo. Santa Faustina nasceu em 25 de agosto de 1905, na Polônia, sendo a terceira de dez filhos de uma pobre família de aldeões na cidade de Glogowiec. Seu nome de batismo era Helena e sempre se destacou, desde a infância, pela piedade, amor à oração e obediência, sem contar na extrema atenção dedicada às misérias humanas que presenciava. Sentia, desde pequena, o desejo de ingressar na vida religiosa, mas não encontrou ninguém que a pudesse orientar. À medida que foi amadurecendo o seu discernimento, começou a buscar o ingresso em várias comunidades religiosas e foi rejeitada em todas elas. Somente em agosto de 1925 é que ela conheceu a Congregação das Irmãs da Divina Misericórdia, onde foi aceita. Passou a maior parte de sua vida na Polônia e recebeu da Congregação o nome de Irmã Maria Faustina.</p>
<p>Santa Faustina é hoje considerada uma grande mística da Igreja Católica. Sua vida está narrada por ela mesma em uma autobiografia, no livro “Diário Espiritual”, onde ela escreve suas experiências místicas. Vale ressaltar que Irmã Faustina não pretendia escrever esse diário, mas o fez em obediência a seu diretor espiritual, que lhe pediu que o fizesse. A finalidade das revelações de Santa Faustina é clara desde o princípio: tornar conhecida a misericórdia do Senhor em todo o mundo.</p>
<p>Espiritualidade legitimamente confirmada e fundada nas Sagradas Escrituras, que nos sugere: &#8220;Sede misericordiosos como também vosso Pai é misericordioso&#8221; (Lc 6,36). Santa Faustina foi canonizada pelo Beato Papa João Paulo II em 30 de abril do ano santo da redenção de 2000.</p>
<p>Vários elementos desta devoção estão espalhados e conhecidos em toda a Igreja: o terço da Divina Misericórdia, a contemplação da Imagem de Jesus Misericordioso, a festa da Divina misericórdia (no segundo domingo da Páscoa), a novena à Divina Misericórdia, e a oração das três da tarde, hora dedicada à grande misericórdia de Deus, que se oferece por todos no santo sacrifício da Cruz. A devoção ainda busca reafirmar e fortalecer o inestimável e inesgotável valor dos sacramentos da Eucaristia e da Reconciliação.</p>
<p>O Papa João Paulo II, em 17 de agosto de 2002, visitou o Santuário da Divina Misericórdia, em Cracóvia, na Polônia. Na ocasião, ele realizou o Ato Solene de entrega do destino do mundo à Divina Misericórdia. Em sua homilia o Pontífice Romano ressalta a idéia de que a misericórdia Divina é o &#8220;atributo máximo de Deus onipotente&#8221;, e reafirma, usando as palavras da Santa, que a Misericórdia Divina, é &#8220;a doce esperança para o homem pecador&#8221;. (Diário, 951)</p>
<p>A oferta de vida de Santa Faustina em suas dores, associada à paixão de Nosso Senhor, fonte inesgotável de amor e misericórdia, tinha um tríplice objetivo, a saber: que a obra de misericórdia se difundisse por todo o mundo e sua festa fosse aprovada e comemorada; para que os pecadores pudessem recorrer à misericórdia e experimentar seus inefáveis efeitos, e para que toda a obra de misericórdia fosse executada de acordo com o desejo do próprio Senhor.</p>
<p>As virtudes da humildade (atitude do homem diante da imerecida eleição divina em Cristo), a pureza (transparências nas atitudes) e o amor (oferecer tudo de si ao outro) são incentivadas e vividas na mística da misericórdia. Manifestam a capacidade de amor que Deus depositou no homem como a mais profunda oferta de si em favor de toda a humanidade. A devoção à Divina Misericórdia, de cunho cristocêntrico e trinitário quer deixar sempre mais clarividente a espiritualidade que parte de Jesus em direção ao coração humano: &#8220;Apenas Jesus é meu estímulo para o amor ao próximo.&#8221; (Diário 871)</p>
<p>A comunicação de Deus e de sua vontade a seu povo sempre foi uma experiência presente ao longo da história da salvação. A carta aos Hebreus nos afirma que &#8220;Deus falou de muitos modos e maneiras ao seu povo: por meio dos profetas, aos nossos pais, e, recentemente, por meio de seu Filho Jesus Cristo, constituído herdeiro de tudo.” (cf. Hb 1, 1-2). A espiritualidade de Irmã Faustina quer ainda reforçar sempre mais a certeza de que Deus é amor e misericórdia, de que Deus ama o ser humano, de que Deus se comunica (revela) em sua infinita misericórdia e nos convida a nela mergulharmos; de que Deus rejeita o pecado, mas acolhe e se faz próximo do pecador, comunicando-lhe sua graça e seu amor, portanto, seu ser mesmo.</p>
<p>Que a festa da Misericórdia Divina seja para nós um encontro com o Deus Uno e Trino, que é amor, e deseja nos levar ao amor. Que o mundo sedento deste amor possa se dobrar ao amor de Deus e acolher seus mais generosos benefícios.<br />
Supliquemos a Jesus Misericordioso que desperte, mesmo nos corações mais endurecidos, a confiança Nele, e com Santa Faustina possamos rezar: &#8220;Jesus, eu confio em vós”. Com o coração desejoso de estar sempre meditando o amor misericordioso de nosso Deus, façamos juntos a consagração do destino do mundo à misericórdia Divina, rezada por João Paulo II, no santuário da Divina Misericórdia: &#8220;Deus, Pai Misericordioso que revelaste o Teu amor no Teu Filho Jesus Cristo e o derramaste sobre nós, no Espírito Santo, consolador, confiamos-Te hoje o destino do mundo e de cada homem. Inclina-te sobre nós, pecadores, e cura a nossa debilidade. Vence o mal; faz com que todos os habitantes da Terra conheçam a Tua misericórdia para que em Ti, Deus Uno e Trino, encontrem sempre a esperança. Pai eterno, pela dolorosa Paixão e Ressurreição de Teu Filho tende misericórdia de nós e do mundo inteiro. Amém.</p>
<p>Neste mundo tão duro e com tantas situações de morte sendo impingidas ao povo brasileiro, celebrar a misericórdia é uma ótima oportunidade de anunciarmos a todos a alegria da presença do Ressuscitado entre nós.</p>
<p>Que também nós sejamos misericordiosos e que levemos a misericórdia de Deus para todos, principalmente para a juventude, para que encontre o caminho da justiça, da paz e do seguimento do Cristo Redentor, distribuidor da vida e da paz!</p>
<p>Dom Orani João Tempesta<br />
Arcebispo do Rio de Janeiro (RJ)</p>
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		<title>Ele está no meio de nós!</title>
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		<pubDate>Sun, 08 Apr 2012 23:47:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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A Páscoa é a festa mais importante do Cristianismo e...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Jesus Cristo ressuscitou dos mortos, aleluia! Ressuscitou verdadeiramente e está no meio de nós, aleluia!</p>
<p>A Páscoa é a festa mais importante do Cristianismo e da nossa Igreja; para  chegar a ela, preparamo-nos durante quarenta dias e celebramos o solene Tríduo Pascal. Agora chegamos ao Domingo da Páscoa da Ressurreição do Senhor e ainda continuamos ainda a celebrar durante oito dias, como se fosse um só grande dia de festa! De fato, a Páscoa tem um significado imenso para nós!</p>
<p>Jesus Cristo, o Filho de Deus que se fez homem, foi condenado à morte de modo injusto pela maldade dos homens; mas Ele entregou sua vida sobre a cruz por amor a todos nós, manifestando o amor infinito de Deus por nós. Ele mesmo ensinou que “ninguém tem maior amor, do que aquele que entrega a vida pelos amigos”. Ele mesmo fez isso. E Deus não o deixou em poder da morte, mas fez o seu Cristo levantar-se novamente do pó da morte e aparecer vivo aos seus discípulos, para continuar a ser seu Mestre e Senhor. E as pessoas concluíam: Deus estava realmente com Ele!</p>
<p>Cristo ressuscitado entregou o dom do Espírito Santo à Igreja, Comunidade dos discípulos, para que eles perpetuassem sua missão “até o fim dos tempos”. E prometeu estar sempre com ela. Por isso, nós proclamamos com fé: “Ele está no meio de nós!”. Sim, Ele está presente onde os cristãos estão reunidos em seu nome e realizam obras em seu nome; está na Palavra do Evangelho e da Igreja, que fala em seu nome; está presente na Eucaristia e nos demais Sacramentos; presente está no irmão, especialmente naquele que sofre. Está presente na vida de cada um de nós e caminha conosco&#8230;</p>
<p>A Páscoa de Cristo é celebrada em cada Domingo – “Dia do Senhor”. Por isso, é importante valorizar o Domingo, como dia santificado em honra de Deus e do Senhor Ressuscitado, presente no meio de nós. Domingo é dia de Eucaristia, de encontro renovado com o Senhor ressuscitado.</p>
<p>Que Ele acompanhe sua Igreja pelos caminhos da missão e da nova evangelização! Que envie o seu Espírito sobre todos os discípulos-missionários, renovando o seu fervor, sua firmeza na fé e sua alegria no testemunho do Evangelho!</p>
<p>Cardeal Odilo P. Scherer<br />
Arcebispo de São Paulo</p>
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		<title>Semana Santa: nos passos de Cristo</title>
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		<pubDate>Thu, 05 Apr 2012 01:20:01 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Com o Domingo de Ramos, iniciamos a Semana Santa. É a “semana maior” do ano litúrgico e da piedade popular cristã. A Igreja convida a...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Com o Domingo de Ramos, iniciamos a Semana Santa. É a “semana maior” do ano litúrgico e da piedade popular cristã. A Igreja convida a vivê-la intensamente, acompanhando os passos de Cristo na sua humilhação, sofrimento e condenação à morte, para termos parte no triunfo de sua ressurreição gloriosa.</p>
<p>A entrada triunfal de Jesus em Jerusalém, no Domingo de Ramos, nos convidou a aclamar Jesus, o Ungido e Enviado de Deus, nosso Senhor e Salvador, com palmas nas mãos: palmas do martírio e da vitória do Vivente sobre a morte, do Rei da Vida sobre o reino da morte&#8230;</p>
<p>Na Quinta Feira Santa, a Missa do Crisma e da Renovação das Promessas Sacerdotais nos recorda somos o povo sacerdotal, que Jesus reuniu em torno de si e leva o seu nome; somos chamados a viver santamente e a proclamar a glória de Deus no mundo. Ao mesmo tempo, Jesus instituiu o sacerdócio ministerial, para que os sacerdotes, ungidos pelo Espírito de Cristo e com sua autoridade, continuem a ser para o povo sacerdotal aquilo que ele foi e continua a ser através deles: sacerdote, profeta e pastor.</p>
<p>Na Missa vespertina, “na Ceia do Senhor”, somos convidados a sentar à mesa pascal com Cristo. Lembramos a instituição da Eucaristia, sinal e sacramento da “vida doada” – de Jesus Cristo &#8211; em sacrifício amoroso pela salvação da humanidade. O Sacramento da Eucaristia nos enche de gratidão reverente e de alegria, porque é Jesus que se doa a nós, como alimento espiritual, companhia e presença real permanente, amor que amou até o fim. No “lava-pés”, Ele nos deixou o exemplo, para que o imitemos no serviço humilde e dedicado aos irmãos: “Eu, que sou vosso Mestre e Senhor, dei-vos o exemplo, para que façais a mesma coisa” (cf Jo, 13,14-15).</p>
<p>Continuamos a seguir os passos de Jesus Cristo na Sexta Feira da Paixão. No drama de sua prisão, julgamento, tortura, condenação à morte e crucificação, nossa fé e fidelidade a Cristo são postas à prova. Não o atraiçoemos nem façamos dele objeto de lucro avarento, como Judas Iscariotes; não fiquemos distantes e indiferentes diante dele, nem neguemos conhecê-lo, como Pedro; e nem fujamos dele, como quase todos os demais apóstolos, quando se faz difícil professar-se cristão, diante das injúrias, riscos ou cruzes, por causa de nossa fé e nossa pertença a Cristo e à Igreja dele. Fiquemos fiéis a Ele, firmes ao lado dele, como Maria, o apóstolo S.João, as santas mulheres&#8230; Sejamos testemunhas da verdade, contra toda forma de falsidade, corrupção e injustiça cometidas contra Ele, na pessoa dos irmãos que sofrem. Como o Cirineu, ajudemos a carregar a sua pesada cruz, que ainda pesa nos ombros de tantos irmãos sofredores; enxuguemos sua face ensanguentada nos rostos dos irmãos rejeitados pela sociedade, nas vidas inocentes violentadas, desprezadas, mandadas à morte&#8230;</p>
<p>Na Sexta Feira Santa, arrependidos, batamos no peito e peçamos o perdão por nossos pecados, bem sabendo que Ele morreu por todos e cada um de nós: não fomos nós que o exigimos: foi Ele que se entregou por amor, infinito amor, para estender-nos a mão misericordiosa de Deus. “Tanto Deus amou o mundo, que lhe entregou seu Filho único, para que todo aquele que nele crer, não pereça, mas tenha a vida eterna”. (Jo 3,16). E cresça em nós o propósito de abandonar todo caminho que não seja aquele que Jesus abriu e indicou à humanidade, caminho de verdade, justiça, santidade e vida. Sigamos seus passos, para a superação de toda condenação injusta, toda violência e desrespeito pela pessoa do próximo. Ele nos convida a seguir seus passos, que levam à vida.</p>
<p>O Sábado Santo nos conduz à sepultura de Jesus, para prestarmos nossa homenagem a ele, cheios de gratidão e amor, como José de Arimatéia, Nicodemos, Madalena e as outras Marias&#8230; Sábado de vigília e de certeza que a vida já venceu a morte. Sim, porque Deus estava do lado dele; ele nada fez de mal e estava certo o centurião romano, ao exclamar, após a morte de Jesus: “verdadeiramente, este homem era Filho de Deus!” (Mc 15,39). Sim, Deus não abandonou o seu Justo no pó da morte, mas o fez levantar-se e aparecer vivo diante dos discípulos e de muita gente!</p>
<p>A Vigília Pascal é a solene, reconhecida, tocante, alegre proclamação das maravilhas de Deus na criação e na obra da salvação, que tem seu momento culminante na vida, paixão, morte e ressurreição de Jesus Cristo. E nós, com firme fé, estamos com nossas lâmpadas acesas, à espera que o Senhor da Vida nos comunique a plenitude da sua vida, já manifestada no Mistério Pascal. Corramos ao seu encontro, como Madalena, Pedro e João, professemos nossa fé no Senhor ressuscitado, como os apóstolos, mesmo se vacilantes: Ele nos quer dar sua paz e confirmar nossos corações inconstantes, acompanhando-nos, como aos discípulos de Emaús, no caminho da vida.</p>
<p>Cardeal Odilo Pedro Scherer<br />
Arcebispo de São Paulo</p>
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		<title>5ª Semana da Quaresma</title>
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		<pubDate>Tue, 27 Mar 2012 23:44:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<description><![CDATA[— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo João.
— Glória a...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>— O Senhor esteja convosco.<br />
— Ele está no meio de nós.<br />
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo João.<br />
— Glória a vós, Senhor.</p>
<p>Naquele tempo disse Jesus aos fariseus: 21“Eu parto e vós me procurareis, mas morrereis no vosso pecado. Para onde eu vou, vós não podeis ir”. 22Os judeus comentavam: “Por acaso, vai-se matar? Pois ele diz: ‘Para onde eu vou, vós não podeis ir’?” 23Jesus continuou: “Vós sois daqui debaixo, eu sou do alto. Vós sois deste mundo, eu não sou deste mundo. 24Disse-vos que morrereis nos vossos pecados, porque, se não acreditais que eu sou, morrereis nos vossos pecados”. 25Perguntaram-lhe pois: “Quem és tu, então?” Jesus respondeu: “O que vos digo, desde o começo. 26Tenho muitas coisas a dizer a vosso respeito, e a julgar, também. Mas aquele que me enviou é fidedigno, e o que ouvi da parte dele é o que falo para o mundo”.27Eles não compreenderam que lhes estava falando do Pai. 28Por isso, Jesus continuou: “Quando tiverdes elevado o Filho do Homem, então sa­bereis que eu sou, e que nada faço por mim mesmo, mas apenas falo aquilo que o Pai me ensinou. 29Aquele que me enviou está comigo. Ele não me deixou sozinho, porque sempre faço o que é de seu agrado”. 30Enquanto Jesus assim falava, muitos acreditaram nele.<br />
- Palavra da Salvação.    &#8211; Glória a vós, Senhor.</p>
<p>Reflexão</p>
<p>1 –  Incompreensão. Jesus foi incompreendido em sua missão. A insensibilidade e a resistência à luz maior não deixava que vissem Jesus numa dimensão de transcendência. O grande critério para entender Jesus é o critério do amor.  Justamente pelo fato de não se servirem deste critério, confundiam-No como um ser humano comum e, por isso, talvez, não conseguiam perceber interiormente o sentido último de Sua presença entre nós: “Vós sois daqui debaixo, eu sou do alto. Vós sois deste mundo, eu não sou deste mundo”. O grande mistério de Deus Pai acontece em seu Filho Jesus Cristo. Nem todas as pessoas são compreendidas em suas escolhas vocacionais, sobretudo as escolhas vocacionais que prioriza a doação da vida pelos menos favorecidos da sociedade. Corre solta a ideia de que seremos felizes se tivermos muito dinheiro e muitas coisas. Pobre vida! Pobre pessoa! Pobre opção! Certamente Deus não nos deu vocação para ganhar muito dinheiro. Aliás, decididamente, a felicidade não depende da quantia de numerários que dispomos. A vida seria uma banalidade se assim o fosse. Não devemos nos conformar nunca que a razão última da vida é ganhar dinheiro. Ainda que o dinheiro justo, honesto e abençoado seja necessário para que possamos manter a vida com dignidade, não podemos e não devemos cair na falsa e inconsistente teologia da prosperidade. A vida eterna não depende da quantia de dinheiro que temos. A pobreza e a miséria no mundo atual não existem por falta de dinheiro, mas, por falta de solidariedade, por falta de amor. Enquanto não nos educarmos para ver o mundo e as pessoas numa dimensão de transcendência, continuaremos morrendo em nosso egoísmo, em nosso orgulho.</p>
<p>O que motivou  Jesus a fazer o que fez, foi a consciência da própria missão. É a consciência da missão que fez e faz com que muitas pessoas gastem a vida por nobres causas sociais, humanitárias, ecológicas, etc. Dom Bosco, o santo protetor da juventude foi um desses. Não podemos perder de vista o sentido maior de nossa existência. E o sentido maior do nosso existir é, justamente, dar sentido àquilo que Deus dá sentido.</p>
<p>Oração.</p>
<p>Senhor Jesus, Deus doador de todos os dons, doa-me o dom de construir a felicidade sobre alicerces consistentes. Ocupa, Jesus, o centro de minha vida e infunde em mim o Teu Santo Espírito, a fim de que possa descobrir a missão essencial da minha vida. Faze-me ver o mundo e as pessoas com olhar de transcendência. Concede-me a graça de superar o puramente material, que tantas vezes me escraviza em esquemas vazios de sentido. Dá-me a graça de ver o mundo e as pessoas com Teus critérios de amor. Abençoa meu trabalho e todas as minhas ações, para que os bens materiais,  necessários à vida digna, sejam fruto de uma vida honesta e transparente. Ajuda-me a sair de mim mesmo e a entender que o sentido maior de minha vida consiste em dar sentido à vida dos meus semelhantes. Educa-me para que eu aprenda Contigo a fazer tão somente o bem. Assim, farei felizes as pessoas com as quais me concedes a oportunidade de viver diariamente. Amém.</p>
<p>- Deus me abençoe e me guarde. Amém.<br />
- Ele me mostre a sua face e se compadeça de mim. Amém.<br />
- Volte para mim o seu olhar e me dê a sua paz. Amém.<br />
- Abençoe-me Deus misericordioso, Pai e Filho e Espírito Santo. Amém.</p>
<p>Desejo-te um dia abençoado.<br />
Com carinho,<br />
Padre Renato dos Santos &#8211; SDB</p>
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