Advento
04.12.2010Iniciamos um novo tempo litúrgico, que começa com o primeiro domingo do Advento. Esse novo tempo litúrgico chamamos de Ano A, quando vamos rezar o Evangelho de Mateus. Este tempo se estenderá até domingo de Jesus Cristo Rei e Senhor do Universo do próximo ano. Nessa caminhada vamos refletir sobre a vinda de Jesus que já aconteceu na gruta de Belém, sua vida, testemunho, morte ressurreição e ascensão aos céus e a vida de alguns santos e da Virgem Maria. Advento é um tempo de espera e possui dupla característica:
Preparar-se para as Festas de Natal relembrando a primeira vinda do Senhor, e preparando-se para a segunda vinda de Jesus Cristo no final dos tempos.
Portanto, é um tempo de espera, mas não uma espera passiva, mas de trabalho, oração, ação, anúncio e testemunho. É uma longa caminhada e como diz o ditado popular “é no andar da carroça que as abóboras vão se assentando”. Refletimos, portanto sobre aquele que veio, vem e virá Jesus Cristo com sua proposta de amor.
Quando a mulher está grávida, ela se prepara para receber o bebê, arruma as roupinhas, faz os exames para confirmar se está tudo sob controle. Ela reza, pede a Deus que vele sobre ela e a criança para que tudo esteja certo e a criança nasça no tempo previsto e com saúde. Assim também nós devemos nos preparar para o Natal, mas não só para o Natal, pois já nasceu, mas refletindo sobre sua vinda e sua proposta de amor vamos fazendo a “caminhada” bonita para a Jerusalém celeste.
Advento é também para preparar-se para o encontro final e definitivo com o Senhor. Não sabemos quando será, mas na certeza que vai acontecer e na incerteza de quando, é preciso estar vigilante. Somos chamados a praticar a justiça, pois quando amamos, perdoamos e pedimos perdão, quando partimos o pão, estendemos nossas mãos aos necessitados Deus se faz presente nestes nossos gestos. É melhor exercitar a cada dia o dom do amor, da gratuidade. O exercício diário do amor nos preparará para a vinda diária e definitiva do Senhor. Deus se faz presente nos nossos gestos de amor, na beleza da criação, no sorriso de uma criança. O salmista já rezava: “os céus narram a gloria de Deus. Deus continua se fazendo presente nas nossas vidas.
Somos convidados a ser presença amorosa na vida das pessoas, a amar-nos mutuamente, nisto conhecerão que somos discípulos disse Jesus Cristo (Jo 13,35). Deus no seu amor rompeu a barreira da história humana, tornando-se um de nós, cabe ao ser humano responder amando-nos mutuamente. Para isso precisamos romper com toda realidade que nos desumaniza, exercitando nossa fé e preparando-nos para o encontro definitivo, que um dia acontecerá.
