A cruz de cada dia
04.03.2011Nestes tempos em que se busca comodidade, facilidade, bem estar e a própria tecnologia nos apresenta cada dia novidades que facilitam nossas vidas é difícil falar em cruz. Um dia o lenho da cruz foi fincado no Calvário e sobre ele alguém se deixou crucificar livremente. Alguém que sofreu a paixão desde o Getsêmani (Mt 26,36-46) até sua morte e ressurreição.
Só o amor é capaz disso, só o amor é paciente e tudo suporta porque ama. Esse alguém é Jesus Cristo Filho de Deus, Messias e Salvador, morto e ressuscitado, vencedor da morte.
Desde então a cruz, deixou de ser sinal de vergonha, passou a ser sinal de salvação para os cristãos. O sinal do cristão é a cruz de Cristo, com esse sinal nós queremos te acolher nesta comunidade (Igreja), fala o padre ou o ministro do Batismo, no dia do batismo de nossas crianças. Quando fizemos
algo, rezamos, participamos da santa missa, quando nos reunimos para o almoço, fizemos uma oração ou começamos a trabalhar nós fizemos o sinal da cruz. Fazer o sinal da cruz: em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, é começar a fazer aquilo que vamos fazer em nome do Deus uno e trino.
Persignar-se é outro jeito de fazer o sinal da cruz:
O que é o persignarse?
Quando eu faço com os dedos a cruzinha na fronte, nos lábios e sobre o coração dizendo: “pelo sinal da santa cruz, livrai-nos Deus Nosso Senhor de nossos inimigos”. Posso traduzir da seguinte forma: que meus pensamentos, minhas palavras e meu coração sejam teu Senhor.
Pela cruz Jesus redimiu o ser humano, ou seja, recompôs a aliança original perdida por causa do pecado. Muitos de nós carrega um crucifixo na lapela, ou mesmo pendente com uma “cornetinha” sobre o peito. Alguns usam porque acham bonito, mas para os que crêem é para dizer: Jesus eu creio que tu morreste na cruz para me salvar, por isso carrego essa cruz como sinal de que creio que tu és o meu Salvador. O crucifixo que carregamos deveria ser sempre sinal de compromisso de discípulos e missionários de Jesus Cristo.
Nosso compromisso é com os mais necessitados, com aqueles que continuam sendo crucificados por causa da fome, doenças, perseguição, maledicências e todo tipo de exclusão. Neles Jesus Cristo continua sendo crucificado.
Neste tempo de Quaresma somos chamados a refletir sobre a cruz de cada dia. Tomemos o cuidado para não sermos um peso para os que são mais próximos, nossa família, comunidade e nosso local de trabalho.
Que nesta Quaresma nos convertamos para Jesus Cristo.
Padre Inácio B. Giacomelli
