3º Domingo do Quaresma Ano A
08.04.2011Neste domingo vemos que Jesus Cristo é a água que sacia a nossa sede. A água natural não é fruto do trabalho, mas nos é dado gratuitamente pelo criador, ela é princípio de vida e elemento marcante na liturgia Quaresmal. Jesus é o grande presente de Deus e a verdadeira fonte de vida para todos nós.
Primeira Leitura (Ez 17, 3-7) sem água não há vida, nem sempre nos damos conta dessa realidade. Quando ela não vem em nossas torneiras, sentimos na pele o que significa a falta de água. O povo de Deus no deserto pode sentir na pele o que significa isso. Por isso revoltou-se contra Moisés e contra Deus, duvidaram das promessas. A falta de água os fez pensar e desejar voltar para o Egito, mesmo que fosse como escravos. Deus, no entanto se mostra como rochedo, rocha, dele provém a verdadeira água. O nome do lugar, Massa e Meribá, pois lá tentaram o Senhor, dizendo: o Senhor está no nosso meio ou não.
A experiência do povo judeu é a experiência do povo cristão. Sair da vida antiga do pecado e entrar numa nova realidade. Acertar, configurar nossa vida de acordo com a Palavra, buscando a pratica da justiça. Certamente encontraremos dificuldades, tentações, inclinações e às vezes vontade de voltar para trás. Voltar para a nossa velha forma de viver, saudade do pecado. De outro lado nós deveríamos ter saudade de nossa inocência, nossa pureza.
Segunda leitura (Rm 5,1-2.5-8) fomos justificados por Cristo, que morreu por todos nos, tomando sobre si nossos pecados. Hoje vivemos da esperança, pois o amor de Deus foi derramado sobre nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado.
Evangelho (Jo 4,5-42) a humanidade tem sede de Deus e Jesus é a verdadeira fonte do qual jorra água viva. Jesus está sentado junto ao poço de Jacó. Este poço ainda existe e tem 32 metros de profundidade. Era lugar de encontros dos pastores, dos comerciantes tentando vender as suas mercadorias e lugar de encontros até dos namorados. Existem relatos bíblicos como (Gn 24,10-25); (26,15-25); (29,1-14); (Ex 2,15-21) abordando aquela realidade. Pois é nesse lugar que Jesus desenvolve seu diálogo com a Samaritana.
Jesus tinha sede, certamente sua maior sede era da fé daquelas pessoas e hoje de nós. Jesus quebra as regras e conversa sozinho com uma mulher. Até os apóstolos estranham, mas ele é livre. Foi uma conversa frutífera, pois ela crê e vai anunciar aos samaritanos, povo odiado pelos judeus, eram chamados de cismáticos. Eles por sua vez crêem e acolhem Jesus, diferentemente dos judeus.
Jesus pede que ela chame seu marido, ela responde: não tenho marido. Ele diz, disseste bem não tenho marido, pois tivestes cinco maridos e o que tens agora não é teu marido. A mulher percebe que Jesus penetrou em sua vida irregular e escandalosa e por isso reconhece nele um profeta. Ela lhe fala do templo no monte Garizim, sobre adorar a Deus. Jesus então lhe fala que nem no monte Garizim e nem em Jerusalém Deus será adorado, mas em espírito e verdade. Pois ele é a novidade, é o templo vivo. Agora sim Deus deve ser adorado impulsionado pelo Espírito e na Verdade que é o próprio Filho Jesus Cristo. Vamos todos com cântaros nas mãos buscar da água viva que jorra do poço, é Jesus Cristo que oferece desta água e ela sacia toda a sede.
