2º Domingo do Advento Ano A
14.12.2010Assim como aos contemporâneos de João Batista também a nós continua de pé o convite para a conversão. Convertei-vos e crede no Evangelho. Vamos entrar nessa dinâmica?
PRIMEIRA LEITURA (Is 11,1-10) o profeta anuncia vinda de um rei que vai restabelecer a paz. Ele surgirá como um broto, uma haste frágil, de um velho tronco, sobre ele repousará o Espírito do Senhor. Esse velho tronco de Jessé é a dinastia de Davi, esse broto, esse rebento é o Messias, Jesus Cristo. Ele vem para aqueles que têm um coração de pobre. Somente os pobres poderão reconhecê-lo e acolhê-lo.
Ele é esperança para os corações cansados, tristes desiludidos com as incoerências deste mundo. É nele que todos encontrarão refúgio e segurança. Ele é o rei bendito, o santo Messias. A paz se espalhará por toda a terra como as águas do mar. Não haverá mais danos e morte, pois a terra estará plena da ciência do Senhor. Que grande sonho maravilhoso para a humanidade de hoje que mata seus filhos.
O mundo ainda não conheceu a paz de verdade, ainda há guerras especialmente nos corações dos seres humanos e, por conseguinte entre eles. Muitos dos brinquedos “inocentes” de luta estão nas mãos de nossas crianças. A humanidade ainda está buscando segurança nas coisas visíveis, nos bens terrenos. O Cristo, o rebento do tronco de Jessé ainda não foi aceito em todos os corações.
SEGUNDA LEITURA (Rm 15,4-9) o convite é para nos acolhermos mutuamente como Cristo sempre nos acolhe. Não há mais judeu e nem gregos, todos são um em Cristo Jesus. Cristo se oferece na Eucaristia como alimento para todos, todos se assentam na mesma mesa para alimentar-se do mesmo pão e ouvir a mesma palavra. Nos encontros e desencontros de nossa vida devemos olhar para Jesus Cristo que realizou o sonho prometido desde sempre a humanidade. Resta a humanidade acolher sua proposta. O relacionamento entre “eu tu” cristão não deve haver barreiras que nos dividem, mas pontes que nos ligam.
Podemos e devemos interagir como irmãos, pois em Cristo somos filhos do mesmo Pai. O “eu e o tu” humanos são imagem do divino, portanto o caminho para o céu é o mesmo. Paulo recomenda as Escrituras, diz que elas servem para instruir, para ensinar, é necessária a constancia e perseverança para alcançar a vida eterna. O convite é para imitar a Jesus Cristo, pois ele eliminou toda injustiça toda a discriminação entre os homens.
EVANGELHO (Mt 3,1-12) nos mostra que a conversão é necessária para acolhermos o Reino de Deus. A proposta de João Batista foi necessária para a época e continua sendo hoje para todos. É preciso romper as barreiras do pecado e acolher a Boa Nova, Jesus Cristo. Procurar os caminhos do Senhor é um desejo que está dentro do coração de todo ser humano. O risco é “trocarmos” os caminhos do Senhor por outros caminhos com dimensões somente terrenas. Coisas perecíveis, frágeis que podem nos escravizar.
Anúncio, conversão e batismo, três passos para endireitar os caminhos do Senhor. Também vinham receber o batismo muitos saduceus e fariseus (v 7), João os chamou de “cobras venenosas”. Pois queriam batizar-se mas seus frutos, suas obras não eram boas, ou seja seu coração estava cheio de maldades. O Batismo de João Batista era um batismo de conversão, diferente do nosso, que é um Sacramento. O próprio João Batista disse que depois de mim virá àquele que vos batizará com o fogo. O convite central é: conversão, os que aceitam serão purificados pelo Espírito Santo (fogo), já os que não se convertem serão destinados ao fogo inextinguível, fogo que já não pode purificar.
